A LUSOFONIA NÃO É UM JARDIM OU DA NECESSIDADE DE “PERDER O MEDO ÀS REALIDADES E AOS MOSQUITOS”

Maria Manuel Baptista

 

A presente reflexão parte da ideia de que a lusofonia sinaliza e encobre em Portugal o lugar do verdadeiramente “não dito,” uma espécie de espaço fantasmático da nossa cultura, apesar de paradoxalmente tanto se utilizar este conceito. Acontece, porém, que esse excesso de presença, desde logo no espaço mediático português, esconde mais do que esclarece o que pode ser essencial ao conceito e à realidade que pretende designar e, já desde há alguns anos, se quer construir.